Ensino Superior no Brasil: 5 tendências sobre o setor privado

Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o mercado do ensino superior no Brasil é dominado pelas instituições privadas. O último Censo da Educação Superior mostrou que a rede privada cresceu cerca de 54% entre os anos de 2006 e 2016, correspondendo a 87% das IES (Instituições de Ensino Superior).

Estes números colocam o Brasil entre os países com a maior proporção de matrículas privadas em todo o mundo. Embora represente a maior fatia de instituições, o setor apresentou uma queda no número de alunos nos últimos dois anos.

O momento atual aponta para um agravamento deste cenário de retração. Diminuição de renda, aumento do desemprego e a redução dos programas de financiamento são alguns fatores que explicam a queda. Em 2017, o número de estudantes que conseguiram ingressar no ensino superior por meio do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) caiu 12% em relação ao ano anterior.

Dos desafios do setor despontam tendências que moldarão o ensino superior no país nos próximos anos. Confira algumas delas.

1) Escolas-banco

Para resolver o problema de financiamento estudantil, a tendência é que grandes conglomerados de ensino tenham seus próprios bancos.

Movimentações recentes confirmam a previsão, como a parceria realizada pelo grupo Kroton com um banco para oferecer crédito estudantil. Estratégias como essa irão se intensificar nos próximos anos diante da retração de recursos públicos no setor.

2) Educação virtualizada

O crescimento da educação a distância (EaD) é uma tendência já consolidada. O ensino presencial, apesar de ainda predominante representando cerca de 81,4% das vagas cedeu espaço à modalidade de ensino a distância, que em 2016 alcançou 18,6%, um aumento de 12% em relação a 2006.

O amadurecimento das tecnologias e a transformação dos modelos de ensino indicam um crescimento ainda maior desta modalidade. Neste ritmo, as previsões apontam que em 2020, 50% dos ingressantes no ensino superior privado no Brasil serão na modalidade EaD.

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3) Ensino One-to-One

A virtualização do ensino tem como efeito o aprimoramento de ferramentas e amadurecimento das tecnologias neste setor. A tendência é que a experiência de educação a distância se torne mais personalizada.

Alunos terão a sua disposição “professores” entenda-se suporte tecnológico através de softwares e outras ferramentas dedicados 100% a cada um deles. Além da disponibilidade 24 horas, essa tecnologia também promete ser mais eficiente no processo de aprendizado, propondo modelos customizados baseados em “adaptive learning”.

4) Aumento de estudantes não tradicionais

O aumento da expectativa de vida e o consequente envelhecimento da população tende a mudar ainda mais o perfil dos estudantes do ensino superior no Brasil. O relatório da OCDE “Envisioning Pathways to 2030“, de 2015, estima que em 2030 aproximadamente 137 milhões de estudantes com mais de 24 anos que irão ingressar nas universidades.

A diversidade etária vai exigir das instituições modelos e abordagens criativas para atender perfis de alunos “não tradicionais”, ou seja, que não são formados por jovens que acabaram de sair do ensino médio.

5) Novos Mestres

A ascensão do ensino a distância e as ferramentas que irão permitir o ensino one-to-one não extinguirão o papel do professor. O que muda é a necessidade destes profissionais se adaptarem à nova realidade, que traz consigo uma mudança na relação professor e aluno.

Essa lição também vale para as instituições. Para se manter competitivas, é fundamental entender o cenário e as tendências deste setor em constante transformação. As pesquisas de mercado são aliadas na hora de se diferenciar e inovar.

Neste novo ambiente, sai na frente quem melhor explorar as ferramentas tecnológicas para ampliar o acesso dos estudantes ao conhecimento.

Em comum a todas as projeções estão os impactos disruptivos da tecnologia no ensino. Profissionais da área, organizações de ensino, pesquisadores, gestores das organizações de políticas públicas e outros players do campo da educação precisam compreender esse novo ambiente e desenvolver estratégias para construir o futuro do sistema educacional superior no país.

Acompanhar essas tendências é fundamental para se destacar e superar os desafios do mercado. Buscar pessoas interessadas em fazer um curso de nível superior é um deles. Confira neste artigo como planejar uma boa campanha de vestibular.

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